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Calendário do varejo: do Dia das Mães à inauguração

Varejo vive de calendário. Quem produz áudio só quando a data já chegou paga o preço em pressa, texto mal resolvido e veiculação curta. Planejar o ano inteiro leva uma tarde e resolve o resto.

Abaixo, o que muda em cada tipo de data. O que se repete em todas: comece antes do que parece necessário e separe as peças em duas famílias, as que citam preço e as que não citam.

Datas de presente

Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia dos Namorados e Dia das Crianças seguem a mesma lógica. Quem compra não é quem usa, e a dúvida do comprador é sempre a mesma: o que dar.

  • Comece três semanas antes. A primeira fase é de sugestão, não de preço. Diga o que a loja tem para presentear.
  • Fase do meio. Entra a oferta, com o produto âncora e o valor.
  • Última semana. A mensagem vira socorro: ainda dá tempo, embrulhamos para presente, entregamos hoje.
  • Tom. Emoção no começo, praticidade no fim. Na véspera, ninguém quer poesia, quer saber se a loja abre no domingo.

O Dia das Mães é a data em que uma voz premium costuma valer o custo, porque o texto depende de nuance. Já as peças de última hora, que só informam prazo e horário, resolvem bem em voz Básica.

Natal

É a campanha mais longa e a que mais se beneficia de divisão em fases. Um desenho de quatro etapas:

  1. Novembro. Chegada da coleção, clima de Natal, sem urgência.
  2. Primeira quinzena de dezembro. Oferta e presente por faixa de preço. Aqui entram as peças com valor.
  3. Semana do dia 25. Horário estendido, funcionamento em domingo, entrega garantida antes do Natal. Prazo é a mensagem.
  4. Pós-Natal. Troca, vale presente, saldo. Muita loja desliga a comunicação no dia 24 e perde a semana seguinte, que tem fluxo alto.

Escreva as quatro fases de uma vez, ainda em outubro. Em dezembro ninguém tem tempo, e produção corrida no meio do mês é o que gera texto genérico.

Liquidação

Liquidação não vende produto, vende urgência. Isso muda a escrita inteira.

  • Preço ou percentual na primeira frase, sem enrolação de abertura.
  • Prazo explícito e curto: só até sábado, três dias, enquanto durar o estoque.
  • Peças de 15 segundos com alta frequência rendem mais do que uma de 30 com lista de produtos.
  • Troque a versão a cada dois dias, mudando só o prazo. Como o Off sai na hora, essa rotação é viável.

Inauguração

Abertura de loja é o oposto da liquidação. Aqui o ouvinte não sabe nada, e a peça precisa ensinar três coisas: que a loja existe, onde ela fica e quando abre.

  • Repita o endereço. Em inauguração, endereço não é detalhe, é a informação principal. Use referência que a cidade conhece.
  • Repita a data. Dia e dia da semana, as duas coisas.
  • Diga o que vai ter. Sorteio, brinde, preço de abertura, atração. Motivo para ir no primeiro dia.
  • Comece dez dias antes e mantenha por pelo menos duas semanas depois da abertura. Muita gente só aparece na segunda semana.

Vale um pacote em três peças: uma de contagem regressiva, uma do dia e uma de já estamos abertos. As três compartilham a mesma assinatura, o que ajuda o reconhecimento.

Como montar o ano

Abra o calendário, marque as datas que importam para aquele cliente e, para cada uma, defina quatro campos: quando começa a veiculação, quantas peças, qual tempo e qual tipo de entrega. Com isso pronto, a produção deixa de ser reativa.

Uma vantagem financeira do planejamento: sabendo o volume por mês, dá para comprar o pacote de saldo certo com antecedência, aproveitando o bônus das recargas maiores e evitando a compra apressada na véspera de uma data cheia.

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